Definição

O que é a Resolução BCB nº 522/2025

A Resolução BCB nº 522/2025 estabelece como os arranjos de pagamento e todos os seus participantes devem se organizar, operar e se relacionar, definindo responsabilidades, regras de funcionamento e mecanismos de controle para garantir que as transações ocorram de forma segura, eficiente e contínua. A norma abrange desde a estrutura do arranjo e a governança entre os participantes até o monitoramento das operações, a prevenção a fraudes, a gestão de riscos e a capacidade de manter o serviço em funcionamento mesmo em situações de falha ou crise.

Na prática, exige que instituições como subadquirentes tenham controle efetivo sobre toda a cadeia de pagamentos, com visibilidade das transações, capacidade de identificar comportamentos suspeitos, agir rapidamente diante de irregularidades e assegurar a integridade e a confiabilidade do sistema como um todo.

Webinar Resolução BCB 522/2025 — Regulys × Ettera
Webinar Executivo · Ettera + Regulys

Resolução BCB nº 522/2025: o que realmente muda para subadquirentes — e por que isso transforma completamente o jogo.

A norma não regula diretamente o subadquirente. Mas regula quem regula o subadquirente. O arranjo passa a ter obrigação regulatória de controlar seus participantes — e a cobrança chega no nível de uma instituição regulada.

A mudança não é incremental. É estrutural.

Conduzido por RegulysA convite de Ettera
A mensagem principal

O que a norma diz — e o que isso significa na prática.

O que a norma diz

A Resolução 522 não regula diretamente o subadquirente. Mas regula quem regula o subadquirente.

O que isso significa

O arranjo de pagamento passa a ter obrigação regulatória de controlar seus participantes. O subadquirente passa a ser cobrado em um nível muito próximo ao de uma instituição regulada.

Compliance 2026 e Audit Ready — adequação à Resolução 522
O que mudou de verdade

De foco comercial para governança comprovável.

Antes
  • • Foco comercial predominante
  • • Controles muitas vezes reativos
  • • Exigência regulatória indireta limitada
Depois
  • • Governança passa a ser exigida
  • • Risco precisa ser estruturado e comprovado
  • • O arranjo monitora ativamente o subadquirente
  • • Falhas deixam de ser operacionais e viram regulatórias
O novo papel do arranjo

O arranjo deixa de ser infraestrutura e passa a atuar como "regulador operacional".

Responsabilidades claras

Definir papéis e responsabilidades dos participantes do ecossistema.

Regras de participação

Estabelecer regras de entrada, permanência e exclusão.

Gestão contínua

Implementar gestão contínua de riscos em toda a cadeia.

Monitoramento ativo

Atuar sobre participantes com risco elevado.

Avaliação contínua

Você passa a ser avaliado continuamente.

Não é mais só integração e operação. O subadquirente será avaliado de forma permanente em múltiplas dimensões.

Nível de fraude

Índices monitorados com rigor crescente pelo arranjo.

Qualidade do onboarding

Processo de entrada de lojistas avaliado como indicador de risco.

Capacidade de monitoramento

Estrutura interna de controle e rastreabilidade de transações.

Comportamento financeiro

Exposição, chargebacks e consistência operacional financeira.

Se esses pontos não estiverem estruturados, o problema não é técnico. É de permanência no arranjo.

Gestão de risco

Gestão de risco deixa de ser opcional.

A norma exige estruturas formais de gerenciamento de riscos. Você precisa provar que controla risco. Não basta dizer que controla.

Risco Operacional
Risco de Crédito
Risco de Liquidez
Risco de Lavagem de Dinheiro

Diagnóstico direto: se você não tem hoje uma política formal de risco documentada, você já está abaixo do padrão esperado.

Estrutura de gestão de riscos: política, indicadores e auditoria
Liquidação financeira sob pressão — Resolução 522
Liquidação

Liquidação vira ponto crítico de pressão.

A norma reforça segurança e previsibilidade na liquidação — e isso abre espaço para o arranjo exigir medidas concretas.

Retenção de valores
Cobertura de risco com parte da liquidação.
Reservas financeiras
Reservas mínimas para garantir operação segura.
Garantias adicionais
Garantias em cenários de risco elevado.
Ajustes de prazo
Alteração nos prazos conforme perfil de risco.

Exemplo real: se seu índice de chargeback subir, o arranjo pode reter parte da liquidação. Isso impacta diretamente caixa e crescimento.

PLDFT e Transparência

PLDFT deixa de ser secundário.

A Resolução incorpora explicitamente controles de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo — e exige transparência sobre tarifas, penalidades e condições.

  • Onboarding mais rigoroso
    Validação adequada de identidade e atividade econômica do lojista.
  • Monitoramento transacional
    Estrutura de acompanhamento contínuo de transações suspeitas.
  • Rastreabilidade
    Capacidade de auditoria e trilha de evidências documentadas.
  • Transparência obrigatória
    Tarifas, penalidades e condições operacionais claras em contrato.

Exemplo prático: se você onboarda lojista sem validação adequada, você não é só risco de fraude — você vira risco regulatório para o arranjo.

Onboarding rigoroso e PLDFT — Resolução 522
Insight central

"A 522 não regula você. Regula quem regula você."

— Resumo direto: você passa a ser gerenciado pelo arranjo

Os principais riscos agora

Cinco frentes simultâneas — e nenhuma é teórica.

Descredenciamento

Risco real de exclusão do arranjo por não conformidade operacional ou regulatória.

Pressão de liquidez

Retenções, reservas e garantias impactam diretamente o caixa.

Aumento de custo

Estruturação de risco, controles e tecnologia elevam o custo operacional.

Risco reputacional

Falhas em PLDFT, fraude e onboarding viram exposição pública e regulatória.

Substituição competitiva

Players estruturados ocupam o espaço de quem não se adequar.

Pressão tecnológica

Sistemas precisam suportar múltiplos protocolos, Pix, Open Finance e auditoria.

Regulação em cascata

Um modelo deliberado: o regulador estrutura o arranjo, o arranjo estrutura o ecossistema.

Camada 1

Banco Central

Define regras e estrutura do arranjo.

Camada 2

Arranjo

Regula participantes e requisitos operacionais.

Camada 3

Subadquirente

Opera como ente quase regulado pelo arranjo.

Movimento estratégico do mercado — consolidação e governança
Oportunidade estratégica

A norma não elimina o mercado. Seleciona quem permanece.

Subadquirentes que se estruturarem primeiro:

  • Ganham confiança dos arranjos
  • Ampliam limites operacionais
  • Acessam melhores parcerias
  • Se posicionam como players institucionais

"Compliance e gestão de risco deixam de ser obrigação e passam a ser diferencial competitivo."

O que você precisa fazer agora

Cinco movimentos diretos e imediatos.

  1. 01

    Formalizar gestão de riscos

    Se não está documentado, não existe. Crie políticas formais agora.

  2. 02

    Revisar onboarding e PLDFT

    Você precisa saber exatamente quem está dentro da sua base de lojistas.

  3. 03

    Mapear exposição financeira

    Entenda o impacto de retenções e garantias no seu fluxo de caixa.

  4. 04

    Revisar contratos

    Com arranjos e com lojistas — transparência e conformidade são obrigatórias.

  5. 05

    Criar capacidade de evidência

    Logs, trilhas e documentação. Sem isso, você não sustenta crescimento.

Para quem é

Quem precisa estar nesta conversa.

Conteúdo desenhado para líderes que precisam decidir e priorizar — não apenas acompanhar.

Subadquirentes
Adquirentes e Subcredenciadores
Compliance e PLDFT
Jurídico Regulatório
CTOs e Tecnologia
CFOs e Tesouraria
Arranjos de Pagamento
Gestão de Risco
Roteiro do webinar

35 a 45 minutos para sair com clareza de ação.

  1. 01
    Abertura
    Capturar atenção e posicionar o tema
    3–4 min
  2. 02
    Contexto
    Mudança estrutural e novo cenário regulatório
    5 min
  3. 03
    Prática
    O que muda no dia a dia do subadquirente
    8 min
  4. 04
    Gestão de risco
    Ponto central da norma e exigências formais
    6 min
  5. 05
    Liquidação
    Impacto financeiro e retenções
    5 min
  6. 06
    PLDFT
    Onboarding e prevenção à lavagem
    5 min
  7. 07
    Fechamento
    Síntese e chamada à ação
    2–3 min
Fechamento

Não é apenas mudança regulatória. É mudança de nível.

A Resolução 522 muda o padrão mínimo do mercado. O subadquirente deixa de ser apenas um operador e passa a ser um agente que precisa demonstrar controle, governança e responsabilidade.

Quem se adapta

Cresce com mais segurança, confiança e acesso a melhores parcerias.

Quem não se adapta

Sai do jogo — gradualmente, mas inevitavelmente.

Webinar Regulys — fechamento estratégico
Material de estudo

Conteúdo completo do webinar.

Síntese, checklist de adequação, FAQs e respostas estratégicas sobre a Resolução BCB nº 522/2025.

Jornada gamificada

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Atravesse a jornada regulatória, responda perguntas sobre a Resolução 522 e colete recebíveis.

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Seus dados serão usados apenas para retorno da Regulys Consultoria Regulatória.

Quem somos

Conduzido por especialistas em regulação, compliance e tecnologia.

Um time multidisciplinar que conecta norma, operação e estratégia — com atuação direta em instituições financeiras, fintechs e meios de pagamento.

Gabriela Bergamo Lopes

Gabriela Bergamo Lopes

Jurídico e Regulatório

LinkedIn

Advogada com atuação na área Cível, Trabalhista, Empresarial, Compliance, LGPD e ESG, Contencioso e Consultivo em Fintechs e Meios de Pagamentos. Estruturação de compliance regulatório, governança corporativa e boletins jurídicos.

Rafael Amorim

Rafael Amorim

Estratégia e Operações de Compliance

LinkedIn

Especialista na área de Tecnologia da Informação e Compliance, liderando auditorias internas e externas, processos de certificação e recertificação em bandeiras de pagamento, atuando com excelência em práticas que seguem rigorosos padrões da autorregulação.

José Souza

José Souza

Strategic Advisor | Regulatory & Compliance | Payments & RegTech

LinkedIn

Atuação estratégica em regulação, compliance e meios de pagamento, com foco em governança e sustentabilidade regulatória. Conecto exigências normativas, riscos e tecnologia à viabilidade e escala de operações.

Checklist executivo — Resolução 522

Preparação imediata para CFO e Compliance.

Movimentos prioritários para subadquirentes, gateways e orquestradores que operam (ou serão impactados por) split payment sob o novo regime do BCB.

Integração & Split Payment

  • Mapear todos os fluxos de split (e-commerce, marketplace, SaaS) e identificar quem é o responsável regulatório em cada cadeia.
  • Revisar contratos com arranjos, sub-subadquirentes e PSPs para refletir as novas obrigações de conformidade indireta.
  • Padronizar mensageria de liquidação e conciliação ponta a ponta, com rastreabilidade por transação e por recebedor final.

Governança & Compliance

  • Formalizar política de risco, PLDFT e onboarding aprovadas pela diretoria, com papéis e responsabilidades documentados.
  • Designar interlocutor formal de compliance perante o arranjo e estruturar trilha de evidências auditável.
  • Atualizar KYC/KYB de lojistas com avaliação de atividade econômica, beneficiário final e screening contínuo.

Risco & Liquidação

  • Definir política de retenção, reserva e liberação de recebíveis por faixa de risco e histórico de chargeback.
  • Implementar indicadores (KRIs) de fraude, inadimplência, contracargo e concentração de recebíveis por lojista.
  • Revisar exposição da agenda de recebíveis e impactos de gravames no caixa e nas garantias com investidores.

Tecnologia & Automação

  • Automatizar monitoramento transacional 24/7 com regras integradas a antifraude, PLDFT e risco de crédito.
  • Centralizar logs, evidências e relatórios regulatórios em repositório auditável (CERC, arranjos, BCB indireto).
  • Plano de continuidade operacional, segurança da informação e resposta a incidentes testado e documentado.

Próximo passo recomendado: diagnóstico de aderência à 522 em até 30 dias, com gap analysis por pilar (governança, risco, PLDFT, liquidação e tecnologia).

Perguntas frequentes

Resolução 522 na prática: subadquirente, split payment e operação.

FAQ — Resolução 522